Pandeiro Brasil
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Quarta-feira, Março 16, 2005






Publicado por Netinho Albuquerque as 10:17 AM Comments:
Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005


O que uma pessoa não faz pra conquistar o coração de sua amada...

Pra conquistar teu coração
(Wanderley Monteiro e Luiz Carlos da Vila)


Se o limite for o infinito
Vou subir até o pico do Everest
Nadar o oceano sem um grito
E de joelho atravessar o agreste
Faço isso tudo e muito mais
Pra te encontrar, te conquistar
E até provar que é minha paz
O inverso dos meus ais

Preto no branco num poema, vou por sim
E onde houver um mal começo por fim
Fazer de tudo pra mudar
Um novo mundo instalar
E com o mundo em minhas mãos
Onde houver talvez ou não eu vou sim
Com as próprias mãos andar a pé ao Bonfim
E num xaxim eu vou plantar
Um baita de um jequitibá
Enraizar mesmo sem chão
São Tomé vai crer sem olhar
E todo mundo vai cantar
Que eu conquistei teu coração



Publicado por Netinho Albuquerque as 12:32 AM Comments:
Sexta-feira, Janeiro 14, 2005


Deixa a Vida me Levar

Composição: Serginho Meriti

Eu já passei por quase tudo nessa vida
Em matéria de guarida espero ainda minha vez
Confesso que sou de origem pobre
Mas meu coração é nobre, foi assim que Deus me fez

E deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu

Só posso levantar as mãos pro céu
Agradecer e ser fiel ao destino que Deus me deu
Se não tenho tudo que preciso
Com o que tenho, vivo
De mansinho , lá vou eu
Se a coisa não sai do jeito que eu quero
Também não me desespero
O negócio é deixar rolar
E aos trancos e barrancos, lá vou eu
E sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu

E deixa a vida me levar...vida leva eu!!!

Publicado por Netinho Albuquerque as 10:14 PM Comments:
Segunda-feira, Dezembro 20, 2004

Olá gente, voltei!!!

Quando eu tomei conhecimento do que era um blogger achei bastante interessante. Depois veio a viagem pra França e eu vi no blogger uma oportunidade de poder registrar um pouco da viagem e me manter em contato com amigos e familiares. Foi o que fiz, com total ajuda da Aline e de sua grande amiga Karine, eu passei a ter meu próprio "diário virtual". Aí viajei e, de lá, escrevi tudo ou quase tudo que ia acontecendo.

Como o nome do blog é "Pandeiro Brasil" e eu sou pandeirista, quando voltei de viagem, resolvi escrever sobre esse instrumento que eu gosto tanto e que me fez dedicar parte da minha vida à ele, falando da origem, da técnica de se tocar e contando um pouco da história de personalidades que fizeram do pandeiro um instrumento tão importante no contesto musical brasileiro. Então falei de João da Baiana, Jackson do Pandeiro e de Jorginho do Pandeiro.

Muita coisa rolou de interessante aqui, pelo menos pra mim. É gostoso ler os comentários de amigos e pessoas desconhecidas que entram pra dar uma olhadinha nas novidades. Mas, nem sei pq, me afastei por um tempo, acho que perdi o pique de ta sempre escrevendo. Aí fiquei sem assunto.


Só que está chegando o natal e eu não poderia deixar de desejar aos meus amigos como: a Aline, a Karine, o Alexandre Rocha, a Flávia, a Paula, o Christophe Monteiro, a Sandrine, a Roberta Cunha, a Aninha Rabello, o Bruno Rian, a Tatiana, ao Algema Brasil (que só entrou no meu blog pra me malhar) e aos que eu não citei o nome um Feliz Natal cheio de paz e felicidade e que o ano novo seja maravilhoso com muita saúde e dinheiro no bolso.



Um beijo no coração de vocês.


Publicado por Netinho Albuquerque as 7:17 PM Comments:
Sexta-feira, Setembro 10, 2004

Deusa do Cassino

Ninguém foge a seu destino
E por isso num cassino
Eu vinha te conhecer
Como louca borboleta
Volúvel como a roleta
Deusa do luxo e do prazer

Sentada na minha frente
Jogavas nervosamente
Sem acertar uma vez
Era um duelo de morte
Que sustentavas com a sorte
Com seu destino talvez

As tuas mãos vaporosas
Mexendo as fichas nervosas
Tinham presos os olhos meus
Nas fichas mais valiosas
Nas 10 fichas cor de rosa
Das pontas dos dedos teus

A tua boca vermelha
Com as copas se assemelha
No seu feitio e na cor
Boca que fale um tesouro
Vale mais que um As de ouro
Numa seqüência de amor



Publicado por Netinho Albuquerque as 10:34 AM Comments:
Domingo, Agosto 08, 2004


Cultura rítmica do MA



O tambor de crioula - Manifestação de origem africana existente apenas no Maranhão. O som é tirado de tambores feitos de tronco de árvores, no total de três (tambor grande, meião e crivador) tocados por homens. Ao ritmo do batuque alegre e contagiante mulheres vestidas de saias rodadas (as coreiras), cantam e dançam. Um choque de barriga, chamado umbigada, é a senha para que as dançarinas se revezem no centro da roda. É dançado em qualquer época do ano, principalmente no carnaval e no São João.




O bumba-meu-boi - se expressa em três estilos, também chamados sotaques. Os sotaques de matraca, zabumba e orquestra, cada um com sua característica e Instrumentação.

Sotaque da Ilha - ocorre em toda a ilha de São Luís. Predominam as matracas e padeirões. Boi da Maioba, Maracanã e Ribamar são alguns dos mais fortes representantes. São os chamados "batalhões pesados".

Sotaque de Pindaré - ocorre na região do vale do Pindaré, nos municípios de Viana, São João Batista e Pindaré. Também usa pandeiros (menores que os utilizados pelos bois da ilha) e matracas. Seu ritmo é mais lento.

Sotaque de Zabumba - O nome decorre das zabumbas (tambores), que são utilizados na brincadeira. Para alguns pesquisadores é o mais original de todos os bois. Destacam-se nesse grupo o Boi de Lauro, Boi de Leonardo e de Antero.Boi de Orquestra - Usa instrumentos de sopro como saxofones, clarinetas, flautas e banjos. Valorizam as coreografias. Os bois de Axixá, Morros e Rosário são os que melhor representam este sotaque.


O Divino Espírito Santo - A festa do Divino Espírito Santo, é um ato religioso e profano, onde o Espírito Santo é saudado numa procissão pelas caixeiras, senhoras que tocam caixa e cantam ladainhas na festa.





Publicado por Netinho Albuquerque as 10:31 AM Comments:
Sábado, Junho 19, 2004
Viva Chico


19 de junho ¿ Mais um dia como os outros, não é verdade? Pois é, a não ser pelo fato de ser o dia em que se comemora o aniversário de um grande brasileiro, um poeta, um cantor, um escritor, um mangueirense, um tricolor, um carioca, um gênio...
Suas grandes obras são conhecidas por todos, sua importância para a cultura do nosso país também. E meu humilde blog não poderia deixar de felicita-lo pelos 60 anos de vida.

Parabéns Chico Buarque de Holanda

Publicado por Netinho Albuquerque as 1:24 PM Comments:
Segunda-feira, Junho 07, 2004


Essa foi boa, tão boa que eu resolvi publicar no blog e merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos...

SHOW DO MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do
DF atual ministro da Educação CRISTOVÃO BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.
O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr. Cristóvão Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...

O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos
os grandes museus do mundo.

O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.
Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco deixá-la nas mãos
de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia
seja nossa.
Só nossa!!!"

Publicado por Netinho Albuquerque as 10:00 PM Comments:
Quarta-feira, Maio 19, 2004
Fala Aline, Fala!

O Netinho pediu pra que eu escrevesse um texto para ele publicar aqui em seu blog - "sim" foi o que eu disse, no entanto devo confessar que estou num momento de absoluta falta de inspiração. Tudo certo, eu não sou um Mário Prata, aliás, imagine se de repente um Prata, um Veríssimo ou um Jabor passam pela rua da "seca da escrita" e se vêem em meio a falta de assunto, Não pode! Tem que escrever seja lá como for, entregar o texto pro jornal na data estipulada, bom, eu acho que funciona assim, não sei...e Por dizer "não sei"... a única coisa que estou realmente apta a falar nesse meu período branco é "não sei" , "por que não?" ou "não tenho certeza", pois, é difícil escrever, defender uma idéia, argumentar sobre um posicionamento pessoal quando as palavras lhe faltam.

Estou aqui buscando o assunto, preenchendo linhas de um blog musical, e que me perdoem os leitores que vêm aqui em busca de informações sobre o pandeiro ou sobre os mestres da música, apesar de´u apreciar tudo isso e de vez em quando me atrever a discutir sobre tais pautas, no momento não encontro ingredientes para falar sobre meus ídolos ou vai ver que estou ficando menos "cara de pau". rs...

Em pensar que eu já pensei em ser jornalista e roteirista de cinema, a vida me distraiu e eu esqueci dessas idéias, por aí se vê que Deus realmente sabe o que faz!

A situação está mesmo crítica, estou no quarto parágrafo e nada, nem uma história, nem um insight, meu professor de redação ensina que uma redação que se preze deve ter no mínimo quatro parágrafos, o que quer dizer que eu já cumpri o mínimo, porém, essa não é a garantia de que meu texto é um texto que se preze.

De qualquer forma, agradeço ao Netinho pelo convite, olha só: tem mais de 4 parágrafos!

Aline Christine F. Abreu
Publicado por Netinho Albuquerque as 6:21 PM Comments:
Segunda-feira, Abril 26, 2004


O MESTRE!!!!

Eu nunca fiz questão de esconder o carinho, a admiração e o respeito pela pessoa e o artista Jorginho do Pandeiro. Ele é sem sombra de duvida o mestre e a maior referência de todos os pandeiristas, dentro e fora do Brasil.
Eu tive a grande honra de ser seu aluno e a ele devo toda a minha vida musical. É claro que não só a ele, tiveram outras pessoas importantes e determinantes para que eu me tornasse pandeirista profissional. A essas pessoas, que nesta publicação não vou citar os nomes, o meu muito obrigado, mas gostaria de contar um pouco sobre a vida e a carreira de JORGINHO DO PANDEIRO.



Nasceu numa família de músicos e, aos sete anos, já tocava ao lado do pai, o violonista Caetano José da Silva.
Irmão do violonista Dino 7 cordas e do cavaquinista Lino.
Expressivo representante do choro carioca. Iniciou sua trajetória musical aos 14 anos, na Rádio Tamoio, onde se apresentou no conjunto de Ademar Nunes. Desenvolveu diversas atividades ligadas à música brasileira, como os trabalhos ao lado de Jacob do Bandolim, que ressalta como um dos pontos mais altos de sua carreira. No seu currículo, constam trabalhos em grupos como o conjunto Época de Ouro e nas rádios Nacional e Mayrink Veiga. Realizou também atividades como produtor de discos de artistas como Sílvio Caldas, Clara Nunes, Elizeth Cardoso, Chico Buarque e Marisa Monte. Foi o produtor em 1989 do álbum duplo "Há sempre um nome de mulher", editado pelo Banco do Brasil para a Campanha do Aleitamento Materno, do qual foi vendido 600 mil cópias, na época, ganhando "Disco de Ouro" o seu criador, Ricardo Cravo Albin. Em dezembro de 2000, comemorou os 70 anos de idade em dois dias de shows na Sala Funarte do Rio de Janeiro. No show, relembrou antigos sucessos e contou com a participação especial de amigos como Paulinho da Viola, Cristóvão Bastos, Joel Nascimento, Déo Rian, e os grupos Nó em Pingo D'Água e Época de Ouro.



Publicado por Netinho Albuquerque as 5:41 PM Comments:
Quarta-feira, Abril 21, 2004

Boa Sorte!!!

Eu fiquei, hoje, na frente do computador um bom tempo pensando como eu ia fazer pra desejar a uma pessoa muito especial boa sorte!!! Mas não me vinha nada, nenhuma frase bonita, nenhuma música que eu pudesse usar a letra, eu pensei " SOBRE TODAS AS COISAS"... e não pintava nada de super especial para dizer...

Mas sabe de uma coisa?! Uma menina tão inteligente, talentosa, amiga, que tem como sua maior virtude a simplicidade e que valoriza não o belo, mas o que é feito com o coração só precisa de palavras sinceras né???

Aline é do fundo do meu coração que te desejo muita sorte e sucesso nesse show de amanhã. Eu sei que ele é importante pra você, mas sei também que vai ser um showzaço e Mogi das Cruzes não será o mesmo depois de amanhã!!!

E quem tiver em Mogi amanhã (22 / 04) ou estiver indo pra lá e quiser assistir um show de qualidade com o repertório belíssimo falando e mostrando um pouco das "Coisas do Brasil", não deixe de ir ao Teatro Municipal de Mogi das Cruzes as 20:30h . Com certeza vale a pena conferir.




Publicado por Netinho Albuquerque as 11:56 AM Comments:
Quinta-feira, Abril 15, 2004


Independente da crença de cada um, os textos falando dos ensinamentos de Deus nos fazem pensar, refletir sobre a nossa conduta no dia a dia. É o caso desse texto que meu irmão leu para mim e eu achei interessante e resolvi publica-lo no meu blog numa espécie de momento de fé!!!



"A fé"

A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem.
Pedimos a Deus...

- Eu pedi a Deus para tirar a minha dor.
- Deus disse não, não cabe a mim tirá-la, mas cabe a você desistir dela.

- Eu pedi a Deus para fazer com que o meu filho deficiente físico, fosse perfeito.
- Deus disse não, seu espírito é perfeito e seu corpo apenas provisório.

- Eu pedi a Deus para me dar paciência.
- Deus disse não, a paciência é um derivado de tribulações; não é doada, é conquistada.

- Eu pedi a Deus para me dar felicidade.
- Deus disse não, eu lhe dou benções, a felicidade depende de você.

- Eu pedi a Deus para me proteger da dor.
- Deus disse não, o sofrimento lhe separa dos conceitos do mundo e lhe traz mais para perto de mim.

- Eu pedi a Deus para fazer o meu espírito crescer.
- Deus disse não, você tem que crescer sozinho, mas eu lhe podarei para que possa dar frutos.

- Eu pedi a Deus todas as coisas para que eu pudesse gostar da vida.
- Deus disse não, eu lhe dou a vida para que você possa gostar de tudo que lhe ofereço.

- Eu pedi a Deus para me ajudar a amar os outros, o tanto que ele me ama.
- Deus disse... Finalmente você começou a entender o dom da vida!!!



Publicado por Netinho Albuquerque as 12:34 PM Comments:
Terça-feira, Abril 13, 2004

Continuando a série "GENTE QUE FEZ"


Eu conto agora pra vocês sobre um paraibano que foi um dos maiores ritmistas da história da música popular brasileira e, ao lado de Luiz Gonzaga, o responsável pela nacionalização de canções nascidas entre o povo nordestino. Eu estou falando de Jackson do Pandeiro.



Em 31 de agosto de 1919 nascia em Alagoa Grande José Gomes filho, que mais tarde viria a se tornar conhecido como Jackson do Pandeiro. Queria ser sanfoneiro, mas a sanfona era um instrumento muito caro, e sendo o pandeiro mais barato, foi esse que recebeu de presente da mãe, Flora Mourão, cantadora de coco. Jackson sempre a acompanhava tocando zabumba e ganzá.

A história do seu nome artístico é bastante interessante. Aos 13 anos, com a morte do pai, foi morar com a mãe em Campina Grande onde começou a fazer pequenos serviços não relacionados a música. Ia muito ao cinema e tomou gosto pelos filmes de faroeste, passando a admirar o ator Jack Perry e nas brincadeiras de mocinho e bandido com os seus colegas José se transformou em Jack.

Com 17 anos passou a ser baterista no Clube Ipiranga. Em 1939 formou uma dupla com José Lacerda, irmão mais velho de Genival Lacerda. Com o nome Jack do Pandeiro.

No inicio da década de 40 foi pra João Pessoa, onde tocava nos Cabarés e logo depois passou a tocar na Rádio Tabajara, onde ficou até 1946

Em 1948 foi para Rádio Jornal do Comércio em Recife e foi lá que o Diretor do programa sugeriu que ele trocasse o Jack por Jackson, que era mais sonoro e causava mais efeito quando anunciado ao microfone.

Daí em diante sua carreira começou a realmente acontecer, em 1953, já com 35 anos. Gravou seu primeiro grande sucesso: Sebastiana, de Rosil Cavalcanti. Logo depois emplacou com: Forró em Limoeiro.

Depois veio para o Rio de Janeiro trabalhar na Rádio Nacional e gravou fazendo muito sucesso com as músicas: O canto da Ema, Chiclete com Banana, Um a Um e Xote de Copacabana. Era impressionante a facilidade com que ele cantava diversos gêneros musicais: Baião, coco, Samba-coco, rojão, além de marchinhas de carnaval.



No palco, tinha uma ginga toda especial, uma mistura de malandro carioca com nordestino. Ficou famoso pelas umbigadas que trocava com a parceira e esposa Almira.

Já com 63 anos, sofrendo de diabetes, ao fazer um show em Santa Cruz de Capibaribe, sentiu-se mal, mas não quis deixar o palco. Já estava enfartado, mas continuou cantando. Fez ainda mais dois shows nessas condições, apesar do seu companheiro de palco, o sanfoneiro Severo ter insistido para ele cancelar os outros compromissos, ele não permitiu. Indo depois cumprir outros compromissos em Brasília passou mal, tendo desmaiado no aeroporto e sendo transferido para o hospital. Dias depois, faleceu de embolia cerebral, em 10 de julho de 1982



Publicado por Netinho Albuquerque as 6:17 PM Comments:
Segunda-feira, Abril 05, 2004
Gente que fez


Pra todos os instrumentistas, principalmente os mais jovens, é importante saber um pouco da história da música e dos músicos que fizeram parte ou contribuíram de alguma forma para o crescimento e desenvolvimento da música brasileira. No caso aqui, "puxando a brasa pra nossa sardinha", eu não poderia deixar de escrever sobre uma pessoa que nos registros conta como o introdutor do pandeiro no samba. É claro que estou falando de João da Baiana.





João Machado Gomes nasceu no Rio de Janeiro em 17 de maio de 1887 e lá morreu em 12 de janeiro de 1974, o único carioca dos 12 irmãos, baianos como os pais. Na infância freqüentou as rodas de sambas e macumba que aconteciam clandestinamente nos terreiros cariocas. A batida característica do pandeiro de João da Baiana, ele aprendeu com a mãe, Tia Preseiliana de Santo Amaro, e nas andanças festivas pelos casarões de Tia Amélia do Aragão, Tia Veridiana, Tia Mônica e Tia Ciata. Foi o primeiro a ser visto raspando a faca no prato, um instrumento de ritmo inusitado, também fruto de seu aprendizado com as baianas.

A partir de 1923 passou a compor e a gravar em programas de rádio, e em 1928 foi contratado como ritmista. Sua primeira composição foi "Pelo Amor da Mulata", seguido de "Mulher Cruel", em parceria com o Donga e Pixinguinha. Fez também " Pedindo Vingança", " O futuro é uma Caveira", "Patrão Prenda seu Gado", "Ke-ke-ré-ke-ké", entre outras.

Fez carreira em grupos como Conjunto dos Moles, Alfredinho no Choro, Grupo do Louro, todos esses antes de formar com Pixinguinha e Donga a orquestra Diabos do Céu e o Grupo da Velha guarda.

Além de compositor, ritmista e cantor foi pintor primitivista de cenas carnavalescas e paisagens, o homem era danado mesmo!!!
Retirou-se para a casa dos artistas aos 85 anos, falecendo dois anos depois.


Publicado por Netinho Albuquerque as 1:59 PM Comments:
Quinta-feira, Março 25, 2004
Boas Novas

"Pressinto que esse vento leve
Leva algo que eu carrego comigo
Assim como a chuva que cai, com a corrente vai
E não volta mais"
(Vazio - Flávia Bittencourt)

Eu fiquei sabendo que estará, em breve, nas lojas de discos o CD da minha amiga Flávia Bittencourt, uma cantora maranhense que eu tive o prazer de conhecer, ano passada, na grande noite do chorinho em Conservatória. Ganhei dela uma copia desse CD que sairá antes do meio do ano. O CD traz músicas de sua autoria com: Vazio e Sentido; e regravações com: "Ex-Amor" de Martinho da Vila, "Estrela do Mar" de Marinho Pinto / Paulo Soledade, traz música do também maranhense Zeca Baleiro, entre outras.
E o destaque vai, não só para a Flavinha, que está cantando muito bem, mas para os músicos que à acompanharam brilhantemente. Parabéns a todos e estou aguardando ansioso o lançamento.




Publicado por Netinho Albuquerque as 7:10 PM Comments:
Retrato
Nome: Netinho Albuquerque
Profissão: Músico
Niver: 16 de abril
Cidade: Rio de Janeiro
Idade: 27 anos
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Clara Nunes, Elza Soares, Geraldo Pereira, Zé da Velha e Silvério Pontes, Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Época de Ouro, Nó em pingo D’água, Waldir Azevedo, Marcos Sacramento, Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Emilio Santiago.
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